O dia hoje foi cheio, acabei nem indo ao Hangar ontem, melhor, preservei o que tinha de energia.
Depois de fazer todos os meus afazeres da construtora, comecei a trabalhar nas festas da Meachuta e da Guerelho.
Após rejeitar o convite do festival no natal, consegui fechar a Meachuta Pole Dance, sábado que vem http://twitpic.com/3fppde. Tinha fazer um release super saudoso resumindo todo nosso ano e dar pra Débora revisar, contratar uma dançarina de pole dance, passar o serviço pro Yuri fazer o flyer e fechar o line up, tudo em 3 horas e ainda tinha que correr pra UFPA pra fazer a minha última prova do semestre. Consegui chegar no horário e...? O professor falta. Sabe deus agora quando vai ser essa prova.
Saindo da federal é hora de encontrar o Mariano pra finalizarmos o site. Mas ele ta mais enrolado que eu e tem que adiar a reunião de novo. Fica pra amanhã. Pelo menos o flyer ta pronto http://twitpic.com/3fmtb7, só falta o site para que o esquema de listas funcione normalmente.
Agora que o espírito de férias chegou em mim vai ser difícil sair de casa. São 22:25 de uma segunda-feira, to escutando o novo do Kid Cudi e vou sair com a Carol e quem mais aparecer pra essa cerveja num bar qualquer lá pelo centro. Até amanhã
segunda-feira, dezembro 13, 2010
domingo, dezembro 12, 2010
Domingo, 12/12
Acordar cedo no domingo não é normal. Depois de uma sexta-feira hard tocando no porão Café com Arte - casa noturna famosa aqui em Belém, after no Goldmar - daqueles lugares que o bar nunca fecha, ir pra cama às 5 e meia e acordar às 7 no sábado pra trabalhar, acabei não aguentando e dormi no deck da piscina do prédio do meu amigo ontem. Pelo menos a trilha sonora lá tava boa, de Bag Raiders, passando por Strokes e Keane.
Trabalho numa construtora, sou acadêmico de engenharia civil e, por causa disso, algumas vezes tenho que trabalhar nos fins de semana. Aproveitei que tinha acordado cedo e fui logo fazer as minhas missões dominicais da JM. Almoço. Pronto, já tinha tempo pra me dedicar as outras coisas.
Depois da reunião para finalização do site da Guerelho - projeto paralelo da Meachuta - ter sido cancelada, resolvi correr com a festa da Meachuta. Entre aceitar o convite pra tocarmos como Djs convidados num festival no natal ou fazer uma festa própria semana que vem, decidi por fazer a festa própria, até porque o meu sócio, Gil, não ta em Belém e anda meio incomunicável esses tempos, achei melhor optar pelo que já estamos acostumados a fazer e mais o que é mais divertido, por mais que seja mais trabalhoso.
Algumas ligações, emails e gtalks, basicamente tudo decidido. Só falta mais algumas ligações pra deixar tudo redondo pro sábado que vem.
Agora depois de aproveitar o domingo como ele deve ser aproveitado, entre The Office, sofá, telecine e comida, recebo uma ligação do Brunno pra ir ao Hangar encontrar com ele, Débora, Luana e Thiago pra ver Funk Como Le Gusta e Casuarina nas comemorações de fim de ano de lá. Acho que é isso. Vamo aê.
Trabalho numa construtora, sou acadêmico de engenharia civil e, por causa disso, algumas vezes tenho que trabalhar nos fins de semana. Aproveitei que tinha acordado cedo e fui logo fazer as minhas missões dominicais da JM. Almoço. Pronto, já tinha tempo pra me dedicar as outras coisas.
Depois da reunião para finalização do site da Guerelho - projeto paralelo da Meachuta - ter sido cancelada, resolvi correr com a festa da Meachuta. Entre aceitar o convite pra tocarmos como Djs convidados num festival no natal ou fazer uma festa própria semana que vem, decidi por fazer a festa própria, até porque o meu sócio, Gil, não ta em Belém e anda meio incomunicável esses tempos, achei melhor optar pelo que já estamos acostumados a fazer e mais o que é mais divertido, por mais que seja mais trabalhoso.
Algumas ligações, emails e gtalks, basicamente tudo decidido. Só falta mais algumas ligações pra deixar tudo redondo pro sábado que vem.
Agora depois de aproveitar o domingo como ele deve ser aproveitado, entre The Office, sofá, telecine e comida, recebo uma ligação do Brunno pra ir ao Hangar encontrar com ele, Débora, Luana e Thiago pra ver Funk Como Le Gusta e Casuarina nas comemorações de fim de ano de lá. Acho que é isso. Vamo aê.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Dezembro é Dez!
Eis que chega Dezembro. Trazendo com ele aquele céu nublado e aquelas chuvas de fim de tarde. Belém tem um ciclo de chuvas fácil de prever e funciona assim: nos primeiros meses do ano a chuva costuma vir de manhã, lá pelo segundo trimestre ela passa pra hora do almoço, depois, em meados de julho, essa chuva costuma vir depois do sesta, no final do ano ela vai caindo no final do dia, algumas vezes à noite, quando de bom humor, vem de madrugada.
E a chuva não traz só água, junto vem cores, cheiros, sabores, conversas, temperaturas, calor ou frio. Alguns duvidam, mas Belém tem quatro estações muito bem definidas. Estações de chuva.
Gosto de Dezembro porque é quando o clima ta mais ameno, a quantidade excessiva de nuvens encobre o sol deixando a cidade menos quente.
Essas nuvens trazem também um pouco de melancolia. E não tem época melhor do ano pra ser melancólico do que no mês de Dezembro.
Natal, fim do ano, contas pra pagar, metas não alcançadas... É no final do ano que a gente passa a régua e vê qual foi o saldo.
Nada melhor do que ser nostálgico com clima de nostalgia.
(terminei o texto do nada, deu no saco)
E a chuva não traz só água, junto vem cores, cheiros, sabores, conversas, temperaturas, calor ou frio. Alguns duvidam, mas Belém tem quatro estações muito bem definidas. Estações de chuva.
Gosto de Dezembro porque é quando o clima ta mais ameno, a quantidade excessiva de nuvens encobre o sol deixando a cidade menos quente.
Essas nuvens trazem também um pouco de melancolia. E não tem época melhor do ano pra ser melancólico do que no mês de Dezembro.
Natal, fim do ano, contas pra pagar, metas não alcançadas... É no final do ano que a gente passa a régua e vê qual foi o saldo.
Nada melhor do que ser nostálgico com clima de nostalgia.
(terminei o texto do nada, deu no saco)
sexta-feira, novembro 26, 2010
Definindo rota
Indecisão é o que define. Define o que foi esse ano, apesar de que o que eu mais queria, era que ele tivesse sido decisivo. Não que não tenha sido, 2010 me ensinou coisas que eu nunca aprenderia e nunca gostaria de aprender de novo.
Aprendi que desaprendi a aprender com os meus erros. Foi aí que tudo aconteceu. Se eu já não aprendia com o dos outros, não aprender com os meus foi o que arruinou tudo.
E eu continuo assim, errando de novo várias vezes. A diferença é que tudo tem um gosto bom, de esperança, que vai mudar pra melhor por mais que eu erre. Como se mudasse sozinho.
Indecisão define. Eu, por mais que saiba que nada muda sozinho, sabendo que to fazendo as coisas erradas repetidamente, continuo indo pro caminho errado. Por mais que eu não queira, olha.
O problema bom do erro é que a gente aprende com ele. Toma porrada. Sente. Aprende... Aprende sim. Eu aprendi. Aprendi a sentir o gosto da derrota. E aprendi a gostar dele.
Gosto bom esse o de fazer merda, parece droga que vicia e faz mal. Gosto bom esse o de sangue. Gosto bom esse de ferida aberta.
Indecisão define o meu gosto. Indecisão define a minha mania de aceitar não querendo, de fazer não gostando.
O final do ano vem com algumas mudanças. Mudanças mesmo.
Porque qual seria a melhor mudança pra mim do que pensar em mudar? Dar o primeiro passo define. Assumir nova postura, fazer planos, acelerar mesmo estando em último.
A vida tem a bela mania de fugir de mim. Não que eu viva entre a vida e a morte, mas quem me leva é a vida. Não eu que a levo. Isso não ta certo. Vida, leva eu não.
Vem cá, já ta na hora de tu te aquietar e seguir as minhas ordens. Sem choro! Não vem com essa de que eu tava gostando do passeio. Passa esse volante pra cá porque quem escolhe o caminho agora sou eu. Chega de piloto automático.
Esse carro já errou muito de caminho pra eu continuar me confiando nesse gps desgovernado.
Aprendi que desaprendi a aprender com os meus erros. Foi aí que tudo aconteceu. Se eu já não aprendia com o dos outros, não aprender com os meus foi o que arruinou tudo.
E eu continuo assim, errando de novo várias vezes. A diferença é que tudo tem um gosto bom, de esperança, que vai mudar pra melhor por mais que eu erre. Como se mudasse sozinho.
Indecisão define. Eu, por mais que saiba que nada muda sozinho, sabendo que to fazendo as coisas erradas repetidamente, continuo indo pro caminho errado. Por mais que eu não queira, olha.
O problema bom do erro é que a gente aprende com ele. Toma porrada. Sente. Aprende... Aprende sim. Eu aprendi. Aprendi a sentir o gosto da derrota. E aprendi a gostar dele.
Gosto bom esse o de fazer merda, parece droga que vicia e faz mal. Gosto bom esse o de sangue. Gosto bom esse de ferida aberta.
Indecisão define o meu gosto. Indecisão define a minha mania de aceitar não querendo, de fazer não gostando.
O final do ano vem com algumas mudanças. Mudanças mesmo.
Porque qual seria a melhor mudança pra mim do que pensar em mudar? Dar o primeiro passo define. Assumir nova postura, fazer planos, acelerar mesmo estando em último.
A vida tem a bela mania de fugir de mim. Não que eu viva entre a vida e a morte, mas quem me leva é a vida. Não eu que a levo. Isso não ta certo. Vida, leva eu não.
Vem cá, já ta na hora de tu te aquietar e seguir as minhas ordens. Sem choro! Não vem com essa de que eu tava gostando do passeio. Passa esse volante pra cá porque quem escolhe o caminho agora sou eu. Chega de piloto automático.
Esse carro já errou muito de caminho pra eu continuar me confiando nesse gps desgovernado.
terça-feira, novembro 23, 2010
In your face, 2010!
Fui. pronto! Voltei. Que bom!
In your face, 2010. Ano par e eu viajei, por mais que você tenha tentado o contrário.
Viajar esse ano já era questão de honra, isso ja tava virando doença. Pior foi que na semana antes de eu viajar eu tive uma pedra no rim e ainda fiquei extremamente gripado. Mas vamo aê, cheio de remédio, como eu disse, era questão de honra.
Não vou falar que quase todas as pessoas que eu gosto muito estavam lá, que eu fui no secreto, que eu gastei até todos os meus limites, que eu fui pra uma balada que começava as 5h da manhã e a entrada era 100 reais, que o show do mika foi o melhor show da minha vida e que eu fiquei bêbado quase 24 horas de todos os dias que eu estava lá. Não vou me aprofundar nos detalhes, vou só escrever sobre as minhas conclusões.
Está, de uma vez por todas, esclarecido que eu não sou uma pessoa que convive muito bem com a distancia. Não sei levar as coisas no equilíbrio. Tudo tem que ser intenso e sempre insaciável. Sou um expert em ignorar as coisas ruins e aproveitar o mínimo que tem de bom.
To com pressa. Um dia eu faço isso bonitinho.
Valeu, SP. Valeu pessoas que estava em Sp. Valeu todo mundo que falou comigo enquanto eu estava em sp.
In your face, 2010. Ano par e eu viajei, por mais que você tenha tentado o contrário.
Viajar esse ano já era questão de honra, isso ja tava virando doença. Pior foi que na semana antes de eu viajar eu tive uma pedra no rim e ainda fiquei extremamente gripado. Mas vamo aê, cheio de remédio, como eu disse, era questão de honra.
Não vou falar que quase todas as pessoas que eu gosto muito estavam lá, que eu fui no secreto, que eu gastei até todos os meus limites, que eu fui pra uma balada que começava as 5h da manhã e a entrada era 100 reais, que o show do mika foi o melhor show da minha vida e que eu fiquei bêbado quase 24 horas de todos os dias que eu estava lá. Não vou me aprofundar nos detalhes, vou só escrever sobre as minhas conclusões.
Está, de uma vez por todas, esclarecido que eu não sou uma pessoa que convive muito bem com a distancia. Não sei levar as coisas no equilíbrio. Tudo tem que ser intenso e sempre insaciável. Sou um expert em ignorar as coisas ruins e aproveitar o mínimo que tem de bom.
To com pressa. Um dia eu faço isso bonitinho.
Valeu, SP. Valeu pessoas que estava em Sp. Valeu todo mundo que falou comigo enquanto eu estava em sp.
quarta-feira, outubro 27, 2010
Escala Vianna
Proponho uma nova forma de avaliação de envolvimento afetivo com qualquer pessoa que não lhe percente:
Primeiro faça uma escala de 1 a 5, podendo nomeá-las como quiser, sugiro "1 - Não mesmo!; 2 - Acho que não...; 3 - Talvez, sei lá, hum...; 4 - Acho que sim, né?; 5 - NA HORA!"
Em seguida faça-se a seguinte pergunta: Se (fulana de tal) me pedisse pra voltar (pode ser "voltar", "sexo casual", "um filme sozinho na casa dela" ou até mesmo "um sorvetinho") agora, o que eu responderia?
Funcionou comigo.
Primeiro faça uma escala de 1 a 5, podendo nomeá-las como quiser, sugiro "1 - Não mesmo!; 2 - Acho que não...; 3 - Talvez, sei lá, hum...; 4 - Acho que sim, né?; 5 - NA HORA!"
Em seguida faça-se a seguinte pergunta: Se (fulana de tal) me pedisse pra voltar (pode ser "voltar", "sexo casual", "um filme sozinho na casa dela" ou até mesmo "um sorvetinho") agora, o que eu responderia?
Funcionou comigo.
sábado, outubro 23, 2010
Cristina
Não sei o que eu quero, só sei as coisas que eu NÃO quero.
Será que é assim mesmo?
O twitter tirou qualquer vontade que tu tinha de aprofundar qualquer assunto aqui.
Vão ficar apenas pequenos pensamentos soltos.
Será que é assim mesmo?
O twitter tirou qualquer vontade que tu tinha de aprofundar qualquer assunto aqui.
Vão ficar apenas pequenos pensamentos soltos.
terça-feira, outubro 19, 2010
Caminhos
Dia desses li uma frase que dizia que na vida a gente tem 100 caminhos pra escolher, escolhe um e passa a vida lamentando pelos outros 99. Não que eu seja de lamentar, mas sempre que eu posso escolher vários caminhos ao mesmo tempo e me perder no meio deles, eu faço.
Porque eu não gosto de lamentar
Porque eu não gosto de lamentar
quarta-feira, setembro 29, 2010
Pela democracia de gostos
Fanatismo já deu. Ta bom de ser totalmente qualquer coisa. Gosto de quem gosta de tudo e, quando não gosta, não faz drama nem é violento. Sou totalmente contra gente chata, da uma raiva!
sábado, setembro 18, 2010
Foi?
De repente, as coisas tomam proporções de dois ou três anos atrás. Na minha época o tempo não passava tão rápido assim. As coisas aconteciam e não eram esquecidas, ou deixadas de lado, ou acontecia alguma coisa que não me fazia ter sustos com coisas de dois ou três anos atrás que pra mim foram ontem.
Tudo que fica entre as lembranças de 5, 10 anos ou ontem, é que ainda não deveriam ser lembradas. Lembrança boa é lembrança velha, o resto é lamento. Lembra que há dois anos nós fomos à praia naquele feriado? Foi tão bom... E foi, e ficou e só vai ser saudável daqui a 5 ou 10 anos. Ou 20, pra não ter dúvidas que não vai ferir nem mais um tiquinho.
Tudo que fica entre as lembranças de 5, 10 anos ou ontem, é que ainda não deveriam ser lembradas. Lembrança boa é lembrança velha, o resto é lamento. Lembra que há dois anos nós fomos à praia naquele feriado? Foi tão bom... E foi, e ficou e só vai ser saudável daqui a 5 ou 10 anos. Ou 20, pra não ter dúvidas que não vai ferir nem mais um tiquinho.
Pega
A melhor roupa pra ficar com o nosso cheiro é aquela que a gente dorme. A melhor forma de ficar com o cheiro de uma pessoa, é dormir com ela.
terça-feira, setembro 14, 2010
Cansei do twitter (mentira)
Lembrei que twitter não é blog e que tem besteiras que eu prefiro dizer aqui.
O fato é que eu preciso de uma namorada. Mas namoro é aquele negócio, né? É uma questão de timing, de jogada perfeita, aposta certa. Não adianta investir de um lado se o outro não tem bala na agulha também.
Além de uma namorada eu preciso virar um cara organizado, que saiba dividir meu tempo pras coisas úteis e inúteis. Quero tudo e todos(as) ao mesmo tempo. Falta foco. E não é de hoje.
Não é de hoje que eu tenho os mesmos problemas de sempre. Não sei se é querer se preocupar demais - e olha que eu não sou uma pessoa que procura problemas, pelo contrário, mas isso ta me assustando. To ficando "velho" e vejo que vou repetindo alguns erros grandes e outros um pouco gigantes. Quero saber qual é o papo, eu vou mudar ou não, hein, doutor?
Preciso usar camisinha! Não quero ter filho agora. Quero muito ter um filho, uma filha e um filho. Um monte de neto.
Isso é bizarro, mas recentemente tenho trabalhado muito (não é isso que é bizarro), mas sempre quando eu trabalho muito eu penso no dinheiro, penso em quanto eu posso ganhar, penso em como eu posso gastar e em quanto eu vou poder beber. Mas, mais uma liga de to ficando velho, tenho pensado em acumular bens pra quando eu morrer, meus filhos tenham alguma coisa. Isso é muito bizarro. Mas é bonitinho.
É tipo sonhar com uma mansão em Hollywood tendo um barraco no Bengui.
Não quero ficar careca e quero casar com uma mulher nem tão bonita e nem tão feia. Muito bonita enjoa e da muito trabalho.
Ah, só falei de namoro, filhos, casar, dinheiro... ihhh
Bora beber e fazer merda foder sem camisinha aeeeewww!
p.s: viu, era disso que eu tava falando la em cima.
O fato é que eu preciso de uma namorada. Mas namoro é aquele negócio, né? É uma questão de timing, de jogada perfeita, aposta certa. Não adianta investir de um lado se o outro não tem bala na agulha também.
Além de uma namorada eu preciso virar um cara organizado, que saiba dividir meu tempo pras coisas úteis e inúteis. Quero tudo e todos(as) ao mesmo tempo. Falta foco. E não é de hoje.
Não é de hoje que eu tenho os mesmos problemas de sempre. Não sei se é querer se preocupar demais - e olha que eu não sou uma pessoa que procura problemas, pelo contrário, mas isso ta me assustando. To ficando "velho" e vejo que vou repetindo alguns erros grandes e outros um pouco gigantes. Quero saber qual é o papo, eu vou mudar ou não, hein, doutor?
Preciso usar camisinha! Não quero ter filho agora. Quero muito ter um filho, uma filha e um filho. Um monte de neto.
Isso é bizarro, mas recentemente tenho trabalhado muito (não é isso que é bizarro), mas sempre quando eu trabalho muito eu penso no dinheiro, penso em quanto eu posso ganhar, penso em como eu posso gastar e em quanto eu vou poder beber. Mas, mais uma liga de to ficando velho, tenho pensado em acumular bens pra quando eu morrer, meus filhos tenham alguma coisa. Isso é muito bizarro. Mas é bonitinho.
É tipo sonhar com uma mansão em Hollywood tendo um barraco no Bengui.
Não quero ficar careca e quero casar com uma mulher nem tão bonita e nem tão feia. Muito bonita enjoa e da muito trabalho.
Ah, só falei de namoro, filhos, casar, dinheiro... ihhh
Bora beber e fazer merda foder sem camisinha aeeeewww!
p.s: viu, era disso que eu tava falando la em cima.
terça-feira, julho 06, 2010
Tem mais de mês
não posso ver mulher de sutian, um decote mais legal ou mesmo uma gostosa bem vestida que eu já fico doido. to taradão
sexta-feira, julho 02, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Ano zero
Mais um ano, dois anos, ano ímpar, ano par. 365 dias, 730 e 12 horas.
Conto anos em pares, em casais, ano par com ano par e ano ímpar com ano ímpar. Desde que percebi esse namoro, eles não se largam. Há tambem uma briga, um não gosta do outro. E vice-versa. Verso e vice. No final é tudo a mesma coisa.
A terra gira, o dia gira. Dia, noite, dia, noite, dia, noite, noite, noite... Em anos ímpares são anos da noite. Em anos pares são anos dos dias e das noites. Ano ímpar é desequilíbrio e ano par é tentativa pelo menos.
Passei o ano ímpar como tinha que passar, cheguei ao ano par.
Como já é frequente, esse desequilibrio entre os anos me desequilibra totalmente. Mexe com os hábitos, com a parte mental e física. Não sei explicar direito que isso acontece. O mundo não é só meu e eu não vivo sozinho. Nem todas as pessoas que fazem parte dos meus anos ímpares e pares nasceram no mesmo ano que eu. Ou seja, não estão na mesma frequência de anos, por mais que eles sejam ímpares ou pares.
Eu gosto de ter nascido em ano par porque, chato e detalhista como sou, ia me aborrecer se os anos pares que fosses os anos errados. Ou certos. Ou ímpares. Não sei mesmo.
Ímpar tem aquele negócio de rebeldia. Aquele que não tem companhia, que não tem... par!
Solteiro, bebum, perdido, rebelde, tudo isso é sinônimo de ímpar. Às vezes parece que ano ímpar é ilimitado.
Me agoniaria muito se os anos pares fossem nos ímpares, nossa!
Outra coisa boa também é que o meu aniversário é no começo do ano. Aí eu como sou organizado e bom seguidor de regras, entro o ano nos conformes, ano novo, idade nova.
Eu fico pensando se vou ser assim pra sempre... No ano ímpar eu expremo tudo que tenho pra expremer e no ano par eu reponho de molho.
Não da certo, mas eu safado e canalha como sou, gosto.
Cansa, mas eu gosto.
Vinte e dois, 22, dois e dois. Par com par em ano par assim só de novo no 44. E é o primeiro, porque 11 é ímpar com ímpar em no ímpar então não deve ter dado muito certo. Mas eu não lembro, ainda não ligava muito pra matemática cíclica da minha vida.
Quero levar esse 22 digno de um ano par com números pares iguais. Quero mudar muita coisa do ano ímpar, ajeitar um monte de imparidades que adiquiri não só ano passado, mas ao longo de todos esses anos ímpares e pares, já que os pares nunca são perfeitos. E são só um passo anterior aos anos ímpares.
E tudo gira, às vezes eu acho que os anos pares não são tão pares assim porque se eles fossem mesmo, os anos ímpares não existiriam.
Mas, ah, como eu gosto dos anos ímpares...
Mas daqui em diante vou procurar zeros. Nem par nem ímpar, esse negócio não da muito certo. Quero um pouquinho de cada. Entre e e ou eu sou mais e.
2010 tem zero, 22 não. Mas quem sabe não é um bom começo pra esquecer essa historia de vai-e-volta e ir de uma vez só porque essa gangorra já ta enfurrajada e já deu o que tinha que dar.
Conto anos em pares, em casais, ano par com ano par e ano ímpar com ano ímpar. Desde que percebi esse namoro, eles não se largam. Há tambem uma briga, um não gosta do outro. E vice-versa. Verso e vice. No final é tudo a mesma coisa.
A terra gira, o dia gira. Dia, noite, dia, noite, dia, noite, noite, noite... Em anos ímpares são anos da noite. Em anos pares são anos dos dias e das noites. Ano ímpar é desequilíbrio e ano par é tentativa pelo menos.
Passei o ano ímpar como tinha que passar, cheguei ao ano par.
Como já é frequente, esse desequilibrio entre os anos me desequilibra totalmente. Mexe com os hábitos, com a parte mental e física. Não sei explicar direito que isso acontece. O mundo não é só meu e eu não vivo sozinho. Nem todas as pessoas que fazem parte dos meus anos ímpares e pares nasceram no mesmo ano que eu. Ou seja, não estão na mesma frequência de anos, por mais que eles sejam ímpares ou pares.
Eu gosto de ter nascido em ano par porque, chato e detalhista como sou, ia me aborrecer se os anos pares que fosses os anos errados. Ou certos. Ou ímpares. Não sei mesmo.
Ímpar tem aquele negócio de rebeldia. Aquele que não tem companhia, que não tem... par!
Solteiro, bebum, perdido, rebelde, tudo isso é sinônimo de ímpar. Às vezes parece que ano ímpar é ilimitado.
Me agoniaria muito se os anos pares fossem nos ímpares, nossa!
Outra coisa boa também é que o meu aniversário é no começo do ano. Aí eu como sou organizado e bom seguidor de regras, entro o ano nos conformes, ano novo, idade nova.
Eu fico pensando se vou ser assim pra sempre... No ano ímpar eu expremo tudo que tenho pra expremer e no ano par eu reponho de molho.
Não da certo, mas eu safado e canalha como sou, gosto.
Cansa, mas eu gosto.
Vinte e dois, 22, dois e dois. Par com par em ano par assim só de novo no 44. E é o primeiro, porque 11 é ímpar com ímpar em no ímpar então não deve ter dado muito certo. Mas eu não lembro, ainda não ligava muito pra matemática cíclica da minha vida.
Quero levar esse 22 digno de um ano par com números pares iguais. Quero mudar muita coisa do ano ímpar, ajeitar um monte de imparidades que adiquiri não só ano passado, mas ao longo de todos esses anos ímpares e pares, já que os pares nunca são perfeitos. E são só um passo anterior aos anos ímpares.
E tudo gira, às vezes eu acho que os anos pares não são tão pares assim porque se eles fossem mesmo, os anos ímpares não existiriam.
Mas, ah, como eu gosto dos anos ímpares...
Mas daqui em diante vou procurar zeros. Nem par nem ímpar, esse negócio não da muito certo. Quero um pouquinho de cada. Entre e e ou eu sou mais e.
2010 tem zero, 22 não. Mas quem sabe não é um bom começo pra esquecer essa historia de vai-e-volta e ir de uma vez só porque essa gangorra já ta enfurrajada e já deu o que tinha que dar.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
São Paulo, quem curte?
Já fui à São Paulo acho que umas 6 vezes. Só em 2009 foram três - e espero que fique nisso pois meu bolso não suporta por enquanto. As seis foram bastante diferentes. Essas de 2009, então, uma mais diferente que a outra. Mas todas sempre com algumas coisas em comum.
Em 2003 eu passei por lá numa dessas excursões de 15 anos que vão pro parque beto carreiro (carrero?), fui com amigos que se tornaram muito mais amigos depois daquela viagem e que serão amigos pra sempre, independente da distância ou do contato. Fiquei num hotel bonito, joguei boliche e depois fui pro hopi hari. Foi bem curtinho, mas deu pra ver que eu ia curtir aquela cidade.
A mais estranha foi a de 2005, onde eu tava fazendo convênio e viajei pra um acampamento para crianças onde só se falava inglês, uma coisa muito estranha pra um cara de 17 anos que não era formado. Lá conheci pessoas maravilhosas que vou lembrar pro resto da minha vida, conheci a avenida paulista, viajei de avião pela primeira vez e descobri o prazer por cervejas raras e caras.
Em 2007 a vida já era muito diferente. Eu ja tinha entrado na faculdade e já trabalhava. Mas voltara pelo mesmo motivo de dois anos atrás, ir para o acampamento de crianças que falavam inglês. Dessa vez iria como tranie e monitoraria as crianças que passariam por onde eu já tinha passado uma vez. Eu já bebia muito mais e passei bem mais tempo na cidade. O acampamento acabou não rolando por culpa da direção, mas acabei convivendo com pessoas que eu não conhecia muito bem na época. Passei 17 dias hospedado no mesmo quarto que o Ivan, uns 10 o Zé Netto passou lá com a gente e todos os dias que eu estive lá eu saí com o Rod e a Ale. Foi a primeira vez que eu vi como spcity é no dia-a-dia, lá também encontrei com Murilo, Tauin e Aninha que me ajudaram a conhecer a cidade culturalmente, o que me ajudou a conhece-la melhor ainda.
Continuando a tradição de números ímpares, em março de 2009 eu voltei lá pra passar um fim-de-semana e ver o show de uma banda que eu só conhecia o último cd. Dessa vez fui com muitos conhecidos, dormi muito pouco, bebi muito, passei vergonha, dancei em cima da caixa de som, peguei uma doida que eu não conheci e nem lembro, me apeguei muito mais a pessoas, que mereceram um post especial pra elas aqui.
Se ler o texto não tem muita coisa pra explicar e tem muito a se entender.
Em Agosto desse mesmo ano eu voltei. Fui com um objetivo e voltei com outro totalmente diferente, com a cabeça totalmente mudada; com outras vontades, com outras experiências, com outros pensamentos, com muito mais informação do que eu tinha chegado e também rendeu um post bem curtinho - como devia ser, sem muitas informações - bem aqui.
Voltei pela terceira vez no ano agora em dezembro. Ia passar só quatro dias pra ir a formatura do meu melhor amigo, que seria em são carlos, e passei dez devido a um curso que apareceu no dia que eu estava indo e veio como uma ajudinha do destino pra deixar tudo cada vez mais complicado. Dessa vez eu descobri que não tenho mais limites pra bebida. Descobri que a cidade ta perdendo a graça e a única coisa que vale mesmo são as pessoas que moram nela e que vão pra lá junto comigo. Descobri que quando meto uma coisa na cabeça eu ainda consigo ir até o fim. Descobri que preciso ficar mais sóbrio e tentar resolver as coisas desse jeito. Descobri que meu problema em ter ciúmes de coisas que não são minhas ta aumentando. Descobri que adoro Belém em dezembro, que as chuvas daqui durante a tarde me fazem bem. Descobri que eu tenho mesmo é que me focar nas coisas que eu quero pro resto da vida. Descobri também que todas as outras coisas me fazem um bem danado. To descorindo que saudade é um negócio que te deixa velho mais rápido, que te faz fazer umas coisas que tu não fazes normalmente e que te deixa meio bêbado.
Fiz muitas metas pra 2010, muitas delas são totalmente diferentes de tudo que vivi em 2009 - o ano que mais fui à São Paulo -, mas eu sei que eu vou voltar lá, mesmo sendo 2010 um ano par.
Argentina vem por aí, outro país, mais coisas pra descobrir, mais coisas pra se confundir, mais línguas pra falar, mais coisas pra um macaá ver, mais histórias pra contar.
Em 2003 eu passei por lá numa dessas excursões de 15 anos que vão pro parque beto carreiro (carrero?), fui com amigos que se tornaram muito mais amigos depois daquela viagem e que serão amigos pra sempre, independente da distância ou do contato. Fiquei num hotel bonito, joguei boliche e depois fui pro hopi hari. Foi bem curtinho, mas deu pra ver que eu ia curtir aquela cidade.
A mais estranha foi a de 2005, onde eu tava fazendo convênio e viajei pra um acampamento para crianças onde só se falava inglês, uma coisa muito estranha pra um cara de 17 anos que não era formado. Lá conheci pessoas maravilhosas que vou lembrar pro resto da minha vida, conheci a avenida paulista, viajei de avião pela primeira vez e descobri o prazer por cervejas raras e caras.
Em 2007 a vida já era muito diferente. Eu ja tinha entrado na faculdade e já trabalhava. Mas voltara pelo mesmo motivo de dois anos atrás, ir para o acampamento de crianças que falavam inglês. Dessa vez iria como tranie e monitoraria as crianças que passariam por onde eu já tinha passado uma vez. Eu já bebia muito mais e passei bem mais tempo na cidade. O acampamento acabou não rolando por culpa da direção, mas acabei convivendo com pessoas que eu não conhecia muito bem na época. Passei 17 dias hospedado no mesmo quarto que o Ivan, uns 10 o Zé Netto passou lá com a gente e todos os dias que eu estive lá eu saí com o Rod e a Ale. Foi a primeira vez que eu vi como spcity é no dia-a-dia, lá também encontrei com Murilo, Tauin e Aninha que me ajudaram a conhecer a cidade culturalmente, o que me ajudou a conhece-la melhor ainda.
Continuando a tradição de números ímpares, em março de 2009 eu voltei lá pra passar um fim-de-semana e ver o show de uma banda que eu só conhecia o último cd. Dessa vez fui com muitos conhecidos, dormi muito pouco, bebi muito, passei vergonha, dancei em cima da caixa de som, peguei uma doida que eu não conheci e nem lembro, me apeguei muito mais a pessoas, que mereceram um post especial pra elas aqui.
Se ler o texto não tem muita coisa pra explicar e tem muito a se entender.
Em Agosto desse mesmo ano eu voltei. Fui com um objetivo e voltei com outro totalmente diferente, com a cabeça totalmente mudada; com outras vontades, com outras experiências, com outros pensamentos, com muito mais informação do que eu tinha chegado e também rendeu um post bem curtinho - como devia ser, sem muitas informações - bem aqui.
Voltei pela terceira vez no ano agora em dezembro. Ia passar só quatro dias pra ir a formatura do meu melhor amigo, que seria em são carlos, e passei dez devido a um curso que apareceu no dia que eu estava indo e veio como uma ajudinha do destino pra deixar tudo cada vez mais complicado. Dessa vez eu descobri que não tenho mais limites pra bebida. Descobri que a cidade ta perdendo a graça e a única coisa que vale mesmo são as pessoas que moram nela e que vão pra lá junto comigo. Descobri que quando meto uma coisa na cabeça eu ainda consigo ir até o fim. Descobri que preciso ficar mais sóbrio e tentar resolver as coisas desse jeito. Descobri que meu problema em ter ciúmes de coisas que não são minhas ta aumentando. Descobri que adoro Belém em dezembro, que as chuvas daqui durante a tarde me fazem bem. Descobri que eu tenho mesmo é que me focar nas coisas que eu quero pro resto da vida. Descobri também que todas as outras coisas me fazem um bem danado. To descorindo que saudade é um negócio que te deixa velho mais rápido, que te faz fazer umas coisas que tu não fazes normalmente e que te deixa meio bêbado.
Fiz muitas metas pra 2010, muitas delas são totalmente diferentes de tudo que vivi em 2009 - o ano que mais fui à São Paulo -, mas eu sei que eu vou voltar lá, mesmo sendo 2010 um ano par.
Argentina vem por aí, outro país, mais coisas pra descobrir, mais coisas pra se confundir, mais línguas pra falar, mais coisas pra um macaá ver, mais histórias pra contar.
quinta-feira, outubro 01, 2009
Diferenciabilidade
Foi pior do que eu pensava que seria. Bem pior!
Pra mim parecia que ia ser fácil, passei um mês me acostumando com aquela ideia, na minha cabeça já estava tudo decidido.
Mas não poderia ser simples, se fosse, é porque ia continuar onde estava. Precisava de um ponto final, EU precisava de um ponto final, eu precisava por esse ponto final.
Nunca me dei bem com coisas mal resolvidas, afinal, são mal resolvidas. Nunca me dei bem com liberdade demais, nunca tive muitos limites, sempre precisei de alguem pra me impor limites.
Liberdade em excesso e muitas coisas não resolvidas me transformaram numa pessoa estranha muito diferente e totalmente desapegada às coisas, às pessoas. Um confuso que só sabia o que era sentimento.
Isso eu sabia e sei até hoje. E foi por causa deles, desses sentimentos que ficaram guardados por longos meses, que não foi fácil.
Mesmo depois de sucetivas sessões de realide e atividades constantes de esquecimentos, os sentimentos continuavam lá, só tinham se mudado pra algum lugar que eu não sabia. Como tesouro que se enterra mas perde-se o mapa.
E ela veio pra me ajudar a achar. Ela já sabia onde estava, mas foi uma busca complicada. Entre perdas e descobertas, encontramos um caminho. Um caminho que se ramifica pra duas direções diferentes.
Foi bem mais dificil do que eu imaginava. Continuar no meu caminho e ver ela ter que seguir outro foi dolorido. Falar pra ela que aquele caminho a seguir era o único, foi dolorido. Dizer que ela teria que esquecer o caminho de volta e nunca mais olhar pra tras, foi dolorido. Mas o pior de tudo foi me deparar sozinho, naquele mesmo caminho que sempre segui, agora com muito menos limites e com as coisas resolvidas, mas com a impressão de que nunca terei uma companhia tão boa quanto aquela que tinha acabado de me despedir.
Pra sempre.
Ou não.
Ninguém sabe as curvas que os caminhos fazem.
Setembro/2009
Pra mim parecia que ia ser fácil, passei um mês me acostumando com aquela ideia, na minha cabeça já estava tudo decidido.
Mas não poderia ser simples, se fosse, é porque ia continuar onde estava. Precisava de um ponto final, EU precisava de um ponto final, eu precisava por esse ponto final.
Nunca me dei bem com coisas mal resolvidas, afinal, são mal resolvidas. Nunca me dei bem com liberdade demais, nunca tive muitos limites, sempre precisei de alguem pra me impor limites.
Liberdade em excesso e muitas coisas não resolvidas me transformaram numa pessoa estranha muito diferente e totalmente desapegada às coisas, às pessoas. Um confuso que só sabia o que era sentimento.
Isso eu sabia e sei até hoje. E foi por causa deles, desses sentimentos que ficaram guardados por longos meses, que não foi fácil.
Mesmo depois de sucetivas sessões de realide e atividades constantes de esquecimentos, os sentimentos continuavam lá, só tinham se mudado pra algum lugar que eu não sabia. Como tesouro que se enterra mas perde-se o mapa.
E ela veio pra me ajudar a achar. Ela já sabia onde estava, mas foi uma busca complicada. Entre perdas e descobertas, encontramos um caminho. Um caminho que se ramifica pra duas direções diferentes.
Foi bem mais dificil do que eu imaginava. Continuar no meu caminho e ver ela ter que seguir outro foi dolorido. Falar pra ela que aquele caminho a seguir era o único, foi dolorido. Dizer que ela teria que esquecer o caminho de volta e nunca mais olhar pra tras, foi dolorido. Mas o pior de tudo foi me deparar sozinho, naquele mesmo caminho que sempre segui, agora com muito menos limites e com as coisas resolvidas, mas com a impressão de que nunca terei uma companhia tão boa quanto aquela que tinha acabado de me despedir.
Pra sempre.
Ou não.
Ninguém sabe as curvas que os caminhos fazem.
Setembro/2009
terça-feira, setembro 08, 2009
Coisas que só você sabe
Nesse momento eu preciso de você, preciso que você me ajude a contornar as dificuldades. Nunca soube que precisaria tanto de você. Deve ser uma fase da vida, eu sei que o certo é que você nem passe perto de mim, mas eu também sei que você é necessária.
Você vicia! Daquelas drogas que são legais e vão ficando mais legais ainda.
Moderação, preciso de moderação. Tenho que mentir pra mim mesmo que você existe. E aí que é o problema. Na hora que eu me esquecer de você, é quando as coisas vão estar no pior lugar.
To esperando o momento certo pra te largar. Os momentos certos, porque você não vai embora assim de repente e nem posso deixar que os outros saibam que você esteve comigo.
Eu preferia a sua amiga, mas ela não pode saber disso. O problema é que ninguém gostava dela, já de você, todo mundo abusa, mas odeia.
Safada, vagabunda! É isso que você é. E o pior é que eu to no estágio da vida que quero as coisas fáceis. Então vem, vem. Vou torcer pra que você não foda a minha vida, continua desse jeito que a gente ta se dando bem. Depois cada um vai pro seu canto, daí a gente se encontra, depois se larga.. e vai vivendo assim.
O problema é que eu to ficando cada vez pior em relação a despedidas.
Você vicia! Daquelas drogas que são legais e vão ficando mais legais ainda.
Moderação, preciso de moderação. Tenho que mentir pra mim mesmo que você existe. E aí que é o problema. Na hora que eu me esquecer de você, é quando as coisas vão estar no pior lugar.
To esperando o momento certo pra te largar. Os momentos certos, porque você não vai embora assim de repente e nem posso deixar que os outros saibam que você esteve comigo.
Eu preferia a sua amiga, mas ela não pode saber disso. O problema é que ninguém gostava dela, já de você, todo mundo abusa, mas odeia.
Safada, vagabunda! É isso que você é. E o pior é que eu to no estágio da vida que quero as coisas fáceis. Então vem, vem. Vou torcer pra que você não foda a minha vida, continua desse jeito que a gente ta se dando bem. Depois cada um vai pro seu canto, daí a gente se encontra, depois se larga.. e vai vivendo assim.
O problema é que eu to ficando cada vez pior em relação a despedidas.
quarta-feira, agosto 19, 2009
SP-Rio-SP
Começou de um jeito e terminaria de outro completamente diferente. Começou com um prpósito e terminou com uma dedução. De tantos planos, acertos, combinações, acabou do jeito mais inesperado: aqui, no salão de embarque de um aeroporto, num voo de última hora, com trânsito e corridas no aeropoto.
Nada mais inesperado para um cara cheio de planos.
Agora o embarque foi chamado, esse texto provavelmente nao vai ser completado. Então fica na memória dos que me acompanharam na viagem mais louca que ja fui, na memória dos que viveram e se estressaram sem mim, na memória das pessoas que nunca me conheceram, mas viram as pessoas que estavam comigo fazendo os melhores momentos da viagem pra mim, fica na memória dos que puderam participar e não participaram, fica na minha memória, que fica cada vez pior com o tempo. Devido a viagens como essas. Tchau!
Nada mais inesperado para um cara cheio de planos.
Agora o embarque foi chamado, esse texto provavelmente nao vai ser completado. Então fica na memória dos que me acompanharam na viagem mais louca que ja fui, na memória dos que viveram e se estressaram sem mim, na memória das pessoas que nunca me conheceram, mas viram as pessoas que estavam comigo fazendo os melhores momentos da viagem pra mim, fica na memória dos que puderam participar e não participaram, fica na minha memória, que fica cada vez pior com o tempo. Devido a viagens como essas. Tchau!
segunda-feira, julho 20, 2009
Enganar a perfeição
O que a consolava era que o mundo tinha mais de 6 bilhões de habitantes. Pensava, tentava se convencer, que era impossível não existir alguém no mínimo parecido e - por não? - melhor. Ele tinha muitos defeitos dos quais ela já estava cansada, ele tinha manias que ela detestava, tinha princípios dos quais ela discordava completamente e ele sempre apertava a pasta de dente no meio. Lógico que existiriam homens muito melhores que aqueles, até mais bonitos, mais ricos, mais pacientes e menos chatos.
Mas ela também pensava que tinha ganho na loteria. Num mundo com tanta gente como ela pode achar um que amasse tanto e que tanto amor fosse recíproco, por mais que ela duvidasse. Como o tio dela dizia, sorte não se tem duas vezes, não é qualquer um que ganha o bilhete premiado repetidamente. Tem uns que jogam a vida inteira, arriscam, ganham prêmios menores e se contentam com isso, ou os que ganham o suficiente e logo gastam... Esse negócio de sorte é complicado. Por isso que ela não pensava muito em sorte, mas também já estava cansada de sair pela vida pra procurar um outro destino.
Tudo bem que o mundo da umas rasteiras de vez em quando, as vezes o melhor não é o perfeito. Ela sabia muito bem disso. As vezes o melhor é perfeito exatamente por não ser perfeito. Ela sabia muuuuito bem disso. Mas aquilo não tinha sido uma rasteira, foi um nocaute, um golpe baixo, uma imobilização que a deixou sem ar, sem forças e sem chão.
Ta, tudo bem, ainda existem as 6 bilhões de pessoas, tenho a mente livre e não tenho problemas com sexo e idade, to no lucro. Ainda tem a margem de erro da perfeição, to bem. Pensava. Se enganava.
Ta aí uma coisa que ajudava nessas horas, a capacidade de se enganar. Ela sempre sabia muito bem onde pisava, mas dependendo da necessidade, se enganava de maneiras diferentes. Se sabia que tudo ia dar certo, se engava dizendo que ia faltar tempo e corria. No final, dava certo.
Mas agora ela sabia que não ia dar, mas se enganava, jurava que todos os pensamentos que tinha eram simples e óbvios e que eram impossíveis de darem errado. No final, dava errado. Ela já sabia, mas adiava a dor.
E agora ela vive adiando, se enganando, fazendo o que sabe fazer melhor. As 6 bilhões ainda estão aí. Ela também. Ele ta lá, ela aqui.
Só tinha uma coisa que não deixava aquele casal ser perfeito: tamanha perfeição.
Mas ela também pensava que tinha ganho na loteria. Num mundo com tanta gente como ela pode achar um que amasse tanto e que tanto amor fosse recíproco, por mais que ela duvidasse. Como o tio dela dizia, sorte não se tem duas vezes, não é qualquer um que ganha o bilhete premiado repetidamente. Tem uns que jogam a vida inteira, arriscam, ganham prêmios menores e se contentam com isso, ou os que ganham o suficiente e logo gastam... Esse negócio de sorte é complicado. Por isso que ela não pensava muito em sorte, mas também já estava cansada de sair pela vida pra procurar um outro destino.
Tudo bem que o mundo da umas rasteiras de vez em quando, as vezes o melhor não é o perfeito. Ela sabia muito bem disso. As vezes o melhor é perfeito exatamente por não ser perfeito. Ela sabia muuuuito bem disso. Mas aquilo não tinha sido uma rasteira, foi um nocaute, um golpe baixo, uma imobilização que a deixou sem ar, sem forças e sem chão.
Ta, tudo bem, ainda existem as 6 bilhões de pessoas, tenho a mente livre e não tenho problemas com sexo e idade, to no lucro. Ainda tem a margem de erro da perfeição, to bem. Pensava. Se enganava.
Ta aí uma coisa que ajudava nessas horas, a capacidade de se enganar. Ela sempre sabia muito bem onde pisava, mas dependendo da necessidade, se enganava de maneiras diferentes. Se sabia que tudo ia dar certo, se engava dizendo que ia faltar tempo e corria. No final, dava certo.
Mas agora ela sabia que não ia dar, mas se enganava, jurava que todos os pensamentos que tinha eram simples e óbvios e que eram impossíveis de darem errado. No final, dava errado. Ela já sabia, mas adiava a dor.
E agora ela vive adiando, se enganando, fazendo o que sabe fazer melhor. As 6 bilhões ainda estão aí. Ela também. Ele ta lá, ela aqui.
Só tinha uma coisa que não deixava aquele casal ser perfeito: tamanha perfeição.
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